terça-feira, 26 de março de 2013

Review de A Lenda de Fusto - Tadzo do Mundeiro


O pecado de sentir prazer entre o céu e o inferno.
Lendas e contos sobre anjos e demônios, céu e o inferno, Deus e o Diabo sempre chamam a minha atenção justamente por parecer mais realista e interessante que as leituras bíblicas. Filmes e séries americanas exploram esse tipo de assunto com muita recorrência e me atiçam bastante não somente por ficção ser um dos meus gêneros favoritos, mas, sobretudo por me fazer questionar até onde vão os ensinamentos ditos pela igreja católica.
O livro de Samia Lages, A Lenda de Fausto, no entanto, me mostrou outro lado desse tipo de narrativa que jamais poderia imaginar e muito menos ler. A lenda é de origem alemã, é baseada no médico Johanne George Faust e conta a história de Fausto, o médico que vendeu a alma ao demônio para que lhe trouxesse novamente a juventude e para isso ele deveria beber sangue demoníaco todos os dias e, mesmo se arrependendo do pacto que fez, não escapou da ida ao inferno. Mas Samila Lages ultrapassou os limites da fantasia e criatividade na sua versão da lenda.
Em A Lenda de Fausto, o rei do inferno, Lúcifer, ordenou que Belial, o demônio do orgulho e da soberba, trouxesse a ele a alma de um humano, Fausto. A princípio, o médico não tinha ideia da tragédia que seria seu futuro a partir dali, mas por estar diante da morte se viu obrigado a aceitar a proposta do demônio: beber seu sangue e se tornaria vinte anos mais jovem. O arrependimento veio na hora, porém já era tarde: o belo e saudável Belial precisaria do sangue demoníaco para viver, o que manteria um eterno laço entre um ser humano e um ser do inferno.
Mas a história entre o humano e o demônio não se prende em lutas e mortes como se veria na série americanaSupernatural, por exemplo, pois além de Belial desejar a alma de Fausto, ele também o desejava, se é que você me entende. Ambos passam a ter uma relação estritamente de pele, carnal, sexual, como se não houvesse nada mais importante que o poder de superioridade na hora do sexo. Até chegar ao ponto crucial da narrativa, em que Belial se apaixona por Fausto. Ou seja, demônio de apaixonar por humano. Há algo, no mínimo, fora dos “padrões”, não?

Continue lendo em http://mundeiro.com/index.php/livros-hqs/item/81-nos-lemos-a-lenda-de-fausto

Adorei essa Review! é bem completa ^^
Obrigada senhor Tadzo!

Um comentário:

  1. Olá Samila!

    Gostaria de parabenizá-la pelo seu trabalho. Muito me honraria se você visitasse o meu blog. Também escrevo contos e romances.

    http://phdescritor.blogspot.com.br/

    Abraços!

    Paulo Henrique

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