quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Poesia: Losna


Gente! desculpa a demora para postar coisas novas aqui no blog! eu estava passando por um período muito ruim, algo que incluía algo chamado TCC....
Mas aos poucos estou voltando a escrever, então espero que sejam pacientes comigo! talvez eu poste um yaoi em brevo...

Por hora, gostaria apenas de compartilhar convosco minha tristeza, pois ontem, enquanto arrumava meu caos (quarto) minhas mãe quebrou minha garrafa de absinto importada, artesanal, feita na Argentina, proibida devido seu teor alcoólico de 75%.
É uma dor muito grande perder essa garrafa, símbolo da boemia dos escritores franceses que eu tanto admiro! Ah, minha fada verde, fonte de inspiração e orgulho! estava mais do que metade cheia! ainda não acredito nisso!
Em homenagem a minha falecida garrafa, e aos escritores que me apresentaram a bela Fada Verde, segue uma humilde poesia:



Losna


Já sentiste tu, nos lábios um forte amargor
Foste tentado então na maldita noite escura
Ouviste a voz do demônio em toda a loucura
Pois se a vontade impera doce torna o sabor

Mas não queres tu descobrir os segredos
Que se escondem nos arbustos de prata esverdeada?

Dos arbustos que nascem sobre a sepultura
Torpe moralidade onde morreu o bem viver
Que faz das asas da fada cativa tortura
E apresentou pecado a todo tipo de prazer

A hora é esperada, pois não sabias tu
Que da galante boemia surge a mais apreciada podridão?

Pois não só nos sonhos se faz a mágica
Mas cada pesadelo com láudano se batiza
Branca doçura no amor se torna trágica
Vem junto à musa que o poeta idealiza

Pois o tolo gera realista ideal de amor
Enquanto no verde entorpece e embriaga
Os alucinados beijos culminam no clamor
No jorrar que faz a dor se tornar vaga

Pois o sentimento de volúpia é como praga
Que se alastra regada na querida perversão
Da cortesã a quem se ama mas logo se larga
Perdida cor pálida de encanto e alucinação

Assim segue com veneno derramado na língua
Sentindo no ardor típico de ferida aberta
Sangrarem os versos lidos à lua que míngua
Vís palavras declamadas em sincera oferta

10 comentários:

  1. :3 Adorei a poesia moça,
    realmente muito lindo...
    *como se espera de todo texto que é escrito por você*


    ~ Aguardarei seu Yaoi com muita ansiedade e realmente sinto muito pela sua garrafa de absinto... espero que o destino ponha outra outra em suas mãos logo, logo:3 Abraços

    Atenciosamente,
    ; Kohaaku :3

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  2. Muito obrigada baby! Vai ser um cadinho dificil escrever sem a presença de minha amada musa verde... MAS darei o melhor de mim! e quem sabe um dia eu volto à Argentina... huahauahaua
    Obrigada por ler, my dear!

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  3. gostei!
    Meus Pêsames por sua Garrafa então falecida!

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  4. Jadhiel, precisaremos voltar a Argentina, mesmo eu tendo prometido nunca mais botar os pés lá, é um motivo nobre!

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  5. Meus Deus! Dava pra ficar doidao com essa garrafa :O (brinks). Poxa, é tenso quando essas cosias acontecem v.v

    Isso me lembra minha irma, ela já destruiu tanta coisa que eu tinha carinho (como a sua garra de absinto), só que ela num era sem querer nao! Ela fazia por vingança ç.ç

    Amei o poema! Deu pra sentir que voce está sentindo muito a perda de sua garra preciosa T-T (oh god!).

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  6. Iara-chan, oh se dava! 5 GOLES dela bastavam!
    E bem, essa da mamãe eu tenho sérias suspeitas que não tenha sido sem querer u_u
    E sim, aquela garrafa era minha musa! nhai... que triste! >.<

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  7. Mas vc n vai morrer por isso ne? uahuahuh ¬¬'

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  8. Poesia de muito bom gosto.
    Meus parabéns e sucesso!!

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