segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Marcas - Parte I - No.6


Boa tarde! Segue aqui mais uma fanfic do anime No.6 (minha paixão, se você ainda não assistiu, não espere mais e baixe logo!), dessa vez um pouco mais intensa que a anterior.

E bem, como hoje é aniversário da maravilhosa Jack Sampaio, gostaria de dedicar a ela, também ficwriter do Fandon de No.6, esta humilde fanfic!

Feliz aniversário, Jack! Que tenhas muitos outros anos de vida, repletos de inspiração, e que você nos dê de presente muitos contos, romances e poemas! Tudo de bom para você, linda!

E novamente preciso agradecer a lindíssima e dulcíssima Mel Keigo por mais uma ver ter me ajudado e betado uma fanfic de No.6, apesar das adversidades provenientes de o fato de eu ser terrivelmente desatenta XD

*-* E ainda por cima ela se comprometeu em betar a continuação! Olha que eu vou ficar mal acostumada, viu? XD

Então, é isso, espero que gostem!




Marcas

Os olhos cinzentos brilhavam repletos de ira, numa demonstração tão forte e clara de emoções que Shion se perguntou se aquele era o mesmo Nezumi de sempre – e a resposta para sua própria indagação o assustou quando ouviu a voz naturalmente grave do maior sair quase como um rosnado baixo por entre os dentes, que ameaçavam trincar, tamanha a força exercida para não gritar.

-Você tem certeza disso, Shion? Tem certeza de que quer ser meu inimigo?

O menor engoliu em seco enquanto tentava conter o nervosismo – algo praticamente impossível devido à presença da mão raivosa de Nezumi em seu pescoço, pronta para apertá-lo caso se confirmasse aquilo que não queria ouvir.

O que Shion menos queria era magoar o moreno, e menos ainda gostaria de se separar dele. Já havia compreendido em seu coração a forte atração que os unia, mas mesmo assim não via outra saída, ao menos não enquanto mantivesse suas parvas e infantis convicções sobre igualdade e humanidade – as quais não passavam de tolices segundo Nezumi, que já lhe advertira tantas vezes – mas que mesmo assim não conseguia deixar de lado.

Apenas desviou os olhos e baixou a cabeça, como se afundasse em vergonha e auto-piedade por sua decisão de abraçar o papel de mártir.

E aquilo era algo que o outro não perdoaria.

-RESPONDE, SHION! –Nezumi gritou enfim, já não aguentando todo o ódio que ameaçava fazer seu peito estourar. Seus braços fortes erguiam o corpo do menor pelo colarinho da camisa. –VOCÊ VAI MESMO FICAR DO LADO DA NO.6? MESMO DEPOIS DE TEREM TE JOGADO FORA COMO LIXO? MESMO DEPOIS DE TEREM TENTADO TE MATAR? –Prensou ainda mais o corpo frágil contra a grande estante de livros, derrubando alguns deles.

O maior estava ciente da dor que causava em Shion, mas mais ciente ainda estava da própria dor. E daquela forma os dois permaneceram em um silêncio sofrido por alguns longos e insuportáveis instantes: Nezumi com chamas descontroladas em seus orbes cinzentos; Shion com uma vergonha que não permitia sequer que seus olhos vermelhos se erguessem.

-Você é um idiota mesmo... Você não aprendeu nada durante todo esse tempo. –O maior praticamente cuspiu suas palavras com desprezo, soltando-o enfim. A voz estava novamente baixa e controlada, mas tão cheia de mágoa que Shion jurou que poderia morrer de tristeza apenas em ouvi-la. -Tomara que te matem lá na No.6, senão eu que te matarei. –Falou dando as costas, indo em direção à porta. –Quando eu voltar, espero que você não esteja mais aqui.

O passo dado por Nezumi foi pesado e sofrido, como se em seus pés estivessem localizados todos os sentimentos que o atavam ao jovem de cabelos brancos. Por mais de quatro anos fora a lembrança do calor e da gentileza daquele garoto que o mantivera vivo, por isso ir embora parecia ser tão difícil. Não estava disposto a deixar para trás tantos momentos e milagres, mas dessa vez a escolha não era sua. Tudo que poderia fazer era sair antes para não ter que ver o outro partindo.

E talvez por isso seu coração tivesse ameaçado parar de bater quando sentiu um leve toque da mão de Shion em sua jaqueta, bem no seu braço. Mesmo que não o puxasse, que não o segurasse, aquele toque o conteve da mesma maneira que conteve por um instante o ódio que se agarrava e ameaçava romper seu coração.

Virou-se, talvez permitindo que um pouco de esperança brilhasse enfim nos olhos, que pareciam só conhecer a amargura. Viu Shion erguendo sua face, exibindo os orbes rubros trêmulos e envoltos em lágrimas enquanto abria a boca. Sua voz quase sempre suave saiu fraca e vacilante, repleta de dor e receio:

-“...um anseio desmedido por uma hipotética manhã em que os nossos olhos acordem para um mundo renovado nas trevas para nosso prazer, um mundo em que as coisas tomem novas formas e novas cores, e que tenha mudado, ou tenha outros segredo”.

Os olhos de Nezumi, até então esperançosos e adornados por alguma luz, pareceram desta vez perder qualquer brilho, até mesmo a da fúria que há pouco os dominava.

-O Retrato de Dorian Grey, hum? Quer dizer que isso foi tudo o que você aprendeu nesse tempo todo? –Riu em seguida, seu riso baixo e mentiroso, pois não achava graça nenhuma.

Riu de raiva e mágoa e, mergulhado nesses dois sentimentos, sem dó golpeou com seu punho a delicada face do menor, o qual não gritou nem se surpreendeu. Como se esperasse por aquele soco, Shion apenas aguentou e passou a mão pela marca avermelhada no rosto. O fato era que queria aquele soco em sua face, sentia que precisava dele, que o merecia.

Mas infelizmente aquele soco não servira como punição, e nem se fosse espancado conseguiria se perdoar pelo que estava fazendo. Mas ainda assim permitiu que suas lágrimas enfim rolassem enquanto encarava novamente a face zangada do amigo juntamente à sua mão erguida, prestes a socar-lhe novamente.

Não fechou os olhos, apenas continuou olhando para Nezumi, triste e sincero, enquanto o punho erguido que tremia abaixava-se na direção de sua face, tão suave e lentamente. Fechou seus olhos apenas quando sentiu o doce carinho dos dedos frios do moreno em sua bochecha.

-Você ainda não sabe nada sobre lutas, livros ou sexo... –Disse seriamente, mais uma vez dando as costas, reunindo suas forças para ir embora enquanto sua mão escorregava da bochecha ao queixo, prestes a se despedir da pele amada.

Mas novamente Shion o deteve:

-Então me ensine. –Pediu seriamente, seu tom de voz tão firme quanto o maior jamais havia escutado antes.

O superficial carinho se desfez e a mão do moreno foi ao chão recolher um dos tantos livros derrubados, pondo-se a folheá-lo em seguida. O menor prestou atenção na capa de couro do livro antigo onde marcava em letras douradas o título “Flores do Mal”. Esperou em silêncio até que o maior começasse a recitar em voz baixa o trecho um poema:

-“Crime que não moveu no firmamento o sol, o meu profundo amor, o de olhar de arrebol. Com eles a se rir de minha mágoa funda, dando-lhes o prazer de uma carícia imunda.– O livro foi fechado e novamente jogado ao chão com descaso enquanto Nezumi voltava a encarar o menor. Deu um passo adiante, aproximando seu corpo ao dele. Seus olhos voltavam a deter alguma espécie misteriosa, ainda que falha, de brilho. -É sobre isso que queres aprender, Shion? –Perguntou de uma maneira tão séria que assustou o outro, mas não o suficiente.

-É. Ensine-me, por favor. -A voz de Shion continuava firme, o que contrastava grandemente com o forte rubor que agora tomava conta de seu rosto, e o leve tremor que enfraquecia suas pernas.

-Certo... Vou te dar mais essa lição. –Nezumi falou bem baixo, a voz propositalmente rouca contra a orelha do menor provocou-lhe um forte arrepio na nuca. A proximidade de seu corpo se fez ainda maior, quase ameaçadora, tão logo mais um passo foi dado. –Considere como um presente de despedida. –Disse com uma nota de mágoa em sua voz e um sorriso triste em seus lábios, e em seguida beijou Shion, doce e lentamente.

“Despedida.”

Aquela palavra ecoou fortemente pela cabeça do menor enquanto sentia em seus lábios o calor do outro, quase não se dando conta do que realmente estava acontecendo. Instintivamente abraçou Nezumi, agarrou-se a ele na verdade, tamanha força que utilizou. Não queria que se separassem, não queria se afastar daquele que lhe ensinara a viver de fato. Mais lágrimas escorreram por suas bochechas coradas e o nome do seu amado escapou como súplica por entre o beijo.

-Nezumi...

O maior sentiu vontade de chorar junto, mas decidiu que não o faria. Sentiu vontade de consolar o outro também, mas a dor em seu peito não permitiu – era Shion que o estava abandonando, não o contrário. Era ele quem estava sendo deixado para trás, era ele quem deveria receber consolo, mas no fundo ele sabia: a culpa era toda sua por ter permitido que aquele garoto se aproximasse tanto ao ponto de tocar seu coração.

E sentindo raiva de si mesmo; e sentindo raiva daquele que o fizera se apaixonar, e agora o abandonava; e sentindo raiva da No.6 por mais uma vez lhe tomar o que tinha de mais precioso; sentindo raiva de tantas coisas, Nezumi agarrou também Shion e aprofundou o beijo que trocavam, fazendo com que algo doce e superficial se tornasse intenso e violento, ao ponto de fazer os lábios de Shion sangrarem por conta de uma mordida mais forte.

O menor tentou se afastar de primeira, tomado pelo susto e pela falta de ar que lhe provocara a magnitude daquele ato. A forma como Nezumi lhe mantinha preso em seu abraço, a língua dele invadindo sua boca sem sequer pedir licença – aquilo lhe transmitia algum medo, mas jamais seria o suficiente para desejar a distância de fato, e por isso, mesmo temendo, ele logo tentou corresponder ao ritmo do beijo que lhe era imposto. Isso, de alguma maneira, conseguiu aumentar ainda mais a raiva que Nezumi sentia, afinal, se Shion correspondia de fato aos seus sentimentos, por que não ficava?

“Por que você não...?”

Com os olhos arregalados em surpresa por ter finalmente compreendido o óbvio, o maior rompeu o beijo bruscamente e empurrou outro pra longe de si, fazendo com que novamente batesse com as costas na estante de livros. Os olhos de Shion o encararam espantados, sem entender o motivo daquela reação.

Nezumi, assumindo rapidamente a frieza que apenas um bom ator poderia emular, retirou as próprias roupas apressadamente. Seus olhos cinzentos olhavam para os vermelhos com tanta raiva que o menor, pela primeira vez, sentiu medo de verdade pelo que Nezumi poderia fazer consigo.

Suas pernas, que já tremiam sem forças, finalmente cederam e ele foi lentamente ao chão, escorregando suas costas pela estante enquanto a imponente figura do maior, agora desnudo, vinha em sua direção e agarrava suas roupas como se as quisesse rasgar. Os botões de seu casaco foram arrancados com violência e o mesmo aconteceu com os de sua camisa.

-Ne...Nezumi? –Sua voz falhou tamanho seu espanto enquanto o outro abria suas calças e as puxava rapidamente, juntamente com sua roupa de baixo. –O que...? –O moreno não deixou o outro sequer terminar suas indagações, ajoelhando-se na frente dele e calando-o ao apertar fortemente seu maxilar.

-Eu vou te ensinar sobre sexo, esqueceu? Primeira lição: é feito sem roupas. –Disse seriamente e empurrou a face dele antes de soltá-la, agarrando em seguida as pernas dele e as abrindo com rispidez.

Shion conteve um pequeno grito e tentou recuar, virando-se e tentando engatinhar pelo chão, mas Nezumi segurou fortemente seus quadris e o puxou em sua direção, deixando-o ainda mais assustado ao pressionar seu membro já ereto contra suas nádegas.

-O que foi? Não era isso o que você queria? –Perguntou com um sussurro cruel contra a orelha de Shion, sua voz embargada em algum sentimento que o menor não conseguia e nem queria identificar.

Shion soluçou baixo, sentindo o choro novamente prestes a voltar a seus olhos, mas conteve-se e se virou para o maior, pondo-se a encará-lo seriamente. Restava apenas alguma tristeza e decepção aparentes em seus orbes avermelhados, das quais Nezumi fugiu quando o fez se deitar no chão, fechou os olhos e voltou a beijar o menor com volúpia e ferocidade, tentando esconder a todo custo seus verdadeiros sentimentos.

Shion estava assustado. Não fora assim que imaginava que seria sua primeira vez, a qual havia idealizado tantas vezes, sempre com Nezumi. Em nenhum de seus sonhos Nezumi o beijava com tanta fúria, ao ponto de machucar seus lábios. Em nenhum de seus sonhos Nezumi o prensava contra o chão gelado enquanto apertava seus pulsos, impedido qualquer defesa ou reação. Mas, ainda assim, era Nezumi ali, acima de si. E apenas porque podia sentir o calor da pele dele contra a sua, desejou do fundo do coração aquele contato. Respondeu mais uma vez àquele beijo violento e gemeu quando a boca do maior se dirigiu ao seu pescoço, pondo-se a mordê-lo e chupá-lo com a certeza de que marcaria ainda mais a sua pele enquanto se permitia inebriar-se com o cheiro adocicado que de fato lembrava o de uma flor.

Vendo que Shion não lutava para livrar-se de seu julgo –pelo contrário, correspondia a cada carícia sua- o moreno soltou os pulsos do garoto, permitindo que suas mãos passeassem enfim pelo corpo magro e marcado. Parou seus violentos ataques ao pescoço dele e ergueu seu tronco a fim de admirar o caminho que suas mãos percorriam, seguindo as marcas vermelhas cravadas na pele alva e tenra, da face corada ao pescoço repleto de mordidas, ao tronco, à parte interna da coxa esquerda.

-Essa cobra enrolada no seu corpo realmente é muito sexy... –Disse febrilmente enquanto admirava-o com atenção e o tocava com quase adoração. Queria gravar com exatidão em sua mente não apenas aquela visão, mas também cada sensação: a suavidade e o sabor daquela pele, o tremor e os arrepios que provocava na mesma, o aroma embriagante que ela emanava, os olhos que vacilavam, mas o desejavam apesar do medo. O forte corar em sua face e o envergonhado som do seu suspiro de prazer quando a mão que agarrava sua coxa passou a acaricia-lo de maneira mais íntima. Nezumi se sentia hipnotizado pela visão de sua própria mão massageando os testículos e passando seus dedos pelo membro de Shion, apertando a glande por onde já gotejava um pouco de prazer.

-Nezumi... Hum...

Um arrepio percorreu sua espinha quando o menor, de olhos fechados, gemeu seu nome. Queria-o para si, e queria-o para sempre. Sabia que não seria possível, mas ainda assim desejava tão intensamente, e com esse desejo começou a masturbar o menor com força e velocidade.

-Ah! –Shion suspirou novamente assustado, sentindo um pouco de dor pela intensidade dos bruscos movimentos da mão no moreno. –Assim não..! –Seu tronco se ergueu e ele tentou segurar o braço de Nezumi que o tocava. –Mais devagar, Nezumi... –Pediu novamente com a voz falha, sua respiração já prestes a se transformar em um pesado arfar, o qual se interrompeu quando sentiu a mão esquerda do moreno apertando novamente sua garganta com força suficiente para fazer faltar-lhe o ar.

-Vai ser do jeito que eu quiser! –O maior quase rosnou, olhando intensamente para as mais uma vez chocadas orbes de Shion.

O menor sentiu seu corpo se paralisar em terror ante aquelas palavras, e sua mão soltou imediatamente o braço do outro, deixando claro que não faria nada para contrariar Nezumi. O moreno sorriu de canto –embora seu sorriso não transmitisse nada de positivo- e novamente empurrou o tronco de Shion, obrigando-o a deitar-se no chão.

-Bom menino... Agora fica quietinho e curte... –Falou friamente enquanto se debruçava entre as pernas de Shion, alcançando o membro dele com sua boca, fazendo-o quase gritar tão logo sua língua percorreu com força toda a extensão de seu membro, terminando por envolver sua glande e colocar-se a chupá-la com força.

O menor arqueou as costas violentamente, sentindo a dureza do chão machucá-las. Gemeu tão alto que a vergonha o obrigou a tapar a boca com uma das mãos – a qual tão logo notada por Nezumi foi agarrada e impedida de cumprir seu papel.

-Eu quero ouvir seus gritos. –Ordenou, e foi obedecido assim que sua boca voltou ao que fazia.

-Para, Nezumi! –Pediu em desespero, porém o maior fingiu não escutar. –Por favor, para! Eu vou... Ah... –Suas palavras foram interrompidas por um longo gemido de satisfação e vergonha, sendo esta última ainda maior quando abriu os olhos e encarou o moreno olhando-o intensamente com um sorriso de deboche enquanto limpava com a mão o gozo que lhe escorria por um dos cantos da boca.

-Não aguentou nem dois minutos?

Se fosse possível corar mais do que já estava, Shion o teria feito naquele instante. Mas tudo que fez foi desviar o olhar e permitir com que mais lágrimas brotassem em seus olhos, o que preencheu Nezumi com uma culpa mais do que indesejada.

Fingindo que não se importava –mas por Deus, aquela visão conseguira fazer doer ainda mais o seu peito- o moreno, não querendo mais ver seu querido Shion chorar, pôs-se a beijar e mordiscar os mamilos do menor enquanto sua mão direita, totalmente molhada pela semente de Shion, tentava alcançar seu recanto mais secreto.

Como reflexo, o menor automaticamente tentou fechar as pernas, mas Nezumi o impediu colocando seu próprio tronco entre elas.

-Pensou que já tinha acabado? –Perguntou baixo ao ouvido dele. –Eu ainda nem comecei. –Ao dizer aquilo, fez questão de mais uma vez encostar seu membro ereto na entrada de Shion, forçando-a um pouco, deixando o jovem de cabelos brancos ainda mais assustado. –O que foi? Está com medo? Quer que eu pare? –Perguntou, sua voz soando o mais sarcástica possível.

Shion não respondeu nada, apenas relaxou suas pernas, abrindo-as como sinal de consentimento enquanto permanecia com o rosto virado para o lado. As lágrimas que segurara bravamente escaparam silêncios e seu corpo se contraiu involuntariamente quando sentiu um dos dedos de Nezumi entrando em si. O incômodo se tornou ainda mais intenso à medida que o maior insistia, lutava contra a resistência de seus músculos querendo logo inserir um segundo dedo.

-Respira fundo e relaxa. –O maior novamente ordenou com a voz carregada e grave, e Shion tentou obedecer, por mais difícil que lhe parecesse.

O menor suspirou e soluçou, gemeu em seguida sentindo uma dor fina enquanto o outro movia dois dedos em seu interior. Seu membro, todavia, reagia apesar do grande desconforto que sentia, e alguma espécie estranha de prazer percorreu seu corpo quando Nezumi pressionou alguma parte que desconhecia em seu interior, fazendo-o novamente gemer de maneira libidinosa, de novo e de novo, quantas vezes os dedos de Nezumi o quisessem fazer gemer. E talvez, por essas reações, o maior tivesse achado que Shion estava pronto, pois tão logo tirou seus dedos do interior do menor, sem maiores avisos, ergueu os quadris magros começou a penetrá-lo.

-Ahh! –Shion gritou em dor, sentindo como se seu corpo se partisse ante a repentina invasão.

Como reflexo, tentou mais uma vez se afastar, fugir do outro, mas as mãos de Nezumi apertavam firmemente seus quadris, as pontas dos dedos dele marcando suas nádegas em alguma espécie de desejo que o próprio moreno considerava doentio. Shion se debateu um pouco, ainda querendo se livrar, mas aquilo só fez com que Nezumi o segurasse com ainda mais força, provocando-lhe mais dor e não permitindo que se distanciasse um centímetro que fosse.

E, como se quisesse ver mais daquela dor, o moreno se forçou ainda mais a abrir o corpo do menor para si, fazendo-o gritar, marcando-o, tendo certeza de que ele jamais conseguiria esquecer de si.

Não queria que fosse daquela forma, mas, ainda assim, queria que Shion se lembrasse.

“Para sempre...”

E olhando profundamente nos olhos de Shion, Nezumi moveu-se para trás e para frente em seguida, ganhando ainda mais espaço dentro daquele corpo tão apertado e amado.

-Por favor, Nezumi! Está me machucando! –Shion exclamou em desespero e lágrimas enquanto olhava com receio para as íris sérias ainda sem brilho que o moreno ostentava. –Por favor, para... –Pediu enfim, de maneira fraca e triste.

Fraca porque sabia que não aguentaria mais aquilo. Talvez fosse apenas um molequinho medroso e ingênuo mesmo, como Nezumi sempre lhe dizia.

Triste porque, no fundo, não queria que Nezumi parasse. Por mais insuportável que fosse a dor, ele a desejava, pois era Nezumi quem a provocava. Por mais que sentisse seu corpo se rasgar graças a cada pequeno movimento, desejava aquele ato, pois aquela lhe parecia ser a única forma de os dois se tornarem um de fato.

Desejava a unidade, desejava ser de Nezumi.

Desejava.

-O que foi? Está com medo? –O maior perguntou logo após uma nova estocada, a voz tomada por uma ponta de crueldade e outra de prazer em se deixar envolver pelo calor e maciez do corpo menor, ambas características que não conseguiam sequer disfarçar seu sentimento de tristeza.

E, por não conseguir disfarçar, ele o deixava claro em mais um movimento brusco, enterrando-se completamente no delicioso e frágil corpo do menor, fazendo-o gritar novamente de pura dor.

-Não quer mais fazer sexo com o seu inimigo? –Nezumi provocou novamente, a raiva escorrendo por cada sílaba proferida, a cada movimento executado.

-Não... –Shion respondeu logo em seguida, baixo e com dificuldade, quase em meio a um novo soluço. -Eu quero me deitar com aquele que eu amo... –E tendo confessado, permitiu que seus braços enfim enlaçassem o corpo no maior, abraçando-o com força e necessidade quase inumanas enquanto se permitia chorar contra o peito dele. –Eu te amo, Nezumi...

Ao ouvir aquilo o moreno parou imediatamente de se mover.

Seus olhos arregalados externavam algo entre a surpresa e ódio que sentia de si próprio, como se só então se desse conta do crime que cometia – contra Shion e contra seus próprios sentimentos.

Saiu lentamente de dentro do menor e o abraçou de volta, puxando-o para si e levantando-o em seu colo em seguida. Encarou o chão de pedras sobre o qual deflorara quase forçadamente aquele que tanto amava, e vendo nele um vago resquício de sangue. Pela primeira vez em toda sua vida, sentiu sincera vontade de morrer.

Nezumi colocou com cuidado o corpo de Shion sobre sua cama e deu um leve beijo nos lábios dele. Ergueu-se em seguida e ficou realmente transtornado ao observar nas coxas dele discreta mancha avermelhada. Com o coração novamente ameaçando parar de bater, desejou fugir de seu crime e nunca mais encarar os olhos de Shion. Não queria acreditar que havia feito algo tão terrível com alguém que amava tanto.

Deu as costas para para o jovem de cabelos brancos e vasculhou o chão em busca de suas roupas.

Mas antes que pudesse dar qualquer passo, a mão do menor segurou seu pulso.

-Você não vai se deitar comigo? –Perguntou incerto, sua voz ainda trêmula por ação do choro, mas seu coração já um pouco mais calmo pelo singelo ato de gentileza que fora ser abraçado e carregado para a cama.

E aquele beijo, tão leve, mas tão repleto de sentimentos e significados.

“Como um pedido de desculpas...”

-Não, eu vou sair. –Nezumi respondeu. A voz grave ameaçando despencar a qualquer instante, tamanha dor que sentia em seu peito. –Acho que você aprendeu o suficiente, pode ir embora agora.

-Mas... –Shion apertou um pouco mais o pulso do outro. –Mas e você, Nezumi? –O jovem perguntou, aceitando qualquer desculpa para estender um pouco que fosse aquele último instante que teriam juntos. –Você ainda não... –Calou-se em vergonha, não conseguindo achar uma palavra para comentar o fato do moreno não ter gozado ainda.

-Eu não preciso. –O moreno disse seriamente enquanto puxava seu pulso, librando-se do toque de Shion e começando a recolher as próprias roupas.

Não se permitiu olhar para o menor uma vez que fosse.

-Mas...

-EU JÁ DISSE QUE NÃO! –Gritou aborrecido enquanto estourava o próprio punho dando um soco na parede.

-Nezumi, sua mão! –O menor levantou-se da cama rapidamente a fim de acudir o outro, mas tão logo suas mãos ameaçaram alcançar a pele de Nezumi, foram repelidas com um tapa.

-SE VOCÊ NÃO PERCEBE, EU TE MACHUQUEI, SEU IMBECIL! Eu... Eu nem mereço estar do seu lado, por que você continua insistindo nessas merdas? Por quê...? –A voz ainda irada saiu levemente trêmula, como se o choro se aproximasse perigosamente. –SE VOCÊ VAI EMBORA, POR QUE NÃO VAI DE UMA VEZ E PARA DE ME ENCHER O SACO?

O mais novo abaixou a cabeça e pensou seriamente em de fato ir embora de vez. Seria o correto a fazer dadas as circunstâncias, dado o quanto sua presença parecia perturbar o coração do outro.

Ainda assim, queria tentar.

-Me desculpa, mas eu quero, Nezumi... Eu realmente amo você, então... Por favor... –Shion pediu baixinho e enquanto abraçava por trás o moreno, permitindo que seu corpo desnudo mais uma vez se aquecer com a proximidade do moreno.

-Você está machucado.

-Eu não sou frágil, eu já aguentei dores maiores e sobrevivi... Porque você estava do meu lado...

-VOCÊ NÃO ENTENDEU AINDA!? –Perguntou repentinamente naquilo que pareceu a Shion um novo ataque de fúria, mas que na verdade só refletia o ódio que o moreno sentia de si próprio naquele instante. -Eu não quero te machucar... –Nezumi comentou baixinho em seguida, seu soluço engasgado saindo como um sussurro. -Eu nunca quis... te marcar assim... –Virou-se para encarar o menor e continuou sussurrando, seus dedos passando com leveza pelas marcas arroxeadas que havia deixando na face e no pescoço dele.

-Então... Pelo menos fique comigo, Nezumi... –O menor pediu de todo coração, e o moreno consentiu com um culpado meneio de cabeça. Os dois andaram juntos até a estreita cama com passos lentos e incertos.

Shion deitou-se primeiro, e com um olhar pediu para que Nezumi se deitasse também. O maior o fez e puxou para cima de ambos os pesados cobertores.

E em seguida, o abraçou.

Abraçou Shion com todo carinho possível, com todo cuidado, com todo arrependimento e com toda a genuína vontade de protegê-lo – do mundo e de si próprio. Beijou a testa dele e com a mão direita começou a acariciar os cabelos prateados.

E cantou.

Começou a cantar baixinho, a voz falha e repleta de dor, mas ainda assim doce e agradável de se ouvir. Tratava-se de um romântico canto de uma ópera antiga em uma língua que o menor desconhecia, mas que ainda assim conseguiu transmitir a ele todo o sentimento com o qual era entoada. Como se fosse a sua cantiga de amor um réquiem, Nezumi seguiu cantando de maneira lúngubre e afagando os brancos e macios cabelos do menor até que ambos caíssem no sono, e que secasse em sua face as discretas lágrimas das quais Shion jamais haveria de saber.

Na manhã seguinte, Shion despertou sozinho na cama, encontrando apenas um bilhete ao seu lado. Tratou de lê-lo e, sendo segurado por suas mãos trêmulas, o papel logo teve a tinta da caneta manchada pelas salgadas lágrimas do garoto.

-

“Chegando o amanhecer sombrio,
Verás o meu lugar vazio,
Que será sempre frio e quedo.
Como os outros pela suavidade,
Eu sobre a tua mocidade,
Quero reinar mais pelo medo”

Por favor, não esteja aqui quando eu voltar.

Desejo que nossos caminhos nunca mais se cruzem.

Com amor,

Nezumi

21 comentários:

  1. Night Dragon Ninja15 de agosto de 2011 21:25

    Cara... que tenso! O___O
    Eu chorei lendo seu fanfic! Sério mesmo...
    Nossa, quanta dor, quanta tristeza! Quanta injustiça! Me imaginei no lugar do Shion lendo o bilhete: com certeza eu choraria também! E mancharia as letras com as lágrimas!

    Mas ainda assim, sua história é fascinante!

    Se é parte 1, creio que terá uma continuação! Pois eu torço muito pelos dois! Do fundo do meu coração!
    Um abraço!

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  2. Nhai! Obrigada mais uma vez my dear por comentar aqui *0*
    E nhai, tenso mesmo, né? Era para compensar o nível de fofura da anterior XD
    E nhai, eu me imagino mais é no lugar do Nezumi, sendo deixado.... #mimimimi
    Mas tem continuação sim =D YEY
    Obrigada novamente, sweetie!

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  3. Novamente um excelente conto... Apesar de eu não ser muito afeito a lemons, gostei muito desse conto... Muito romantico e sensível... Captura com maestria o relacionamento dos personagens... Realment muito bom... Parabéns... Fico muito feliz e orgulhoso de vc Sam...
    PS: Não se esqueça do seu trabalho autoral...
    PS2: Se depender de mim... Vc jamais será o Rato...

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  4. OMFG OMFG OMFG!!! @________________@
    Cara, isso foi... meu, tô sem palavras. Sério mesmo, te juro. Foi... tocante, triste, por Odin, que Nezumi não faça isso senão amaldiçoo esse anime até a minha morte! Não pode assim, nao podeee >____<~~
    Mas puts. Não valeu a pena esperar por essa fic. Valeu a galinha toda meu, pára. Incrível, incrível. Espero pela parte 2 (Será que vai ter? Diz que sim, onegai *-*)
    E Shion meu filho, fica aí, espera ele voltar, porra!!! ò_ó
    Nhac. Sam, te amo. Parabéns, novamente. :*

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  5. cristo isso é uma verdadeira obra de arte, pronta para ser emoldurada e deixada em algm museu em lugar de destaque. fiquei arrepiada com cada frase, cada palavra, cada pontuação ou silaba. vc consegue captar com maestria a essência dos dois e descreve belamente a tua, principalmente o jorro de emoções que os personagens sentem. não é a toa que vc é uma das melhores, samila. obrigada pelo presente, vc realmente está sendo muito generosa comigo. obrigada por esse maravilhoso presente. sou uma pessoa muito feliz por ter conhecido vc e as suas obras de arte em palavras.

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  6. Samila, você é uma das poucas escritoras que me fazem chorar quase sempre! ;-;
    Tão perfeito, tão triste e doce, assim foi o seu conto. Na parte final, quando o Nezumi abraça o Shion, quase tiveque parar de ler, pois as lágrimas borravam minha vista, mas mesmo assim fiquei feliz lê-lo.
    Sempre me supreendo com você!xD
    Saiba que é uma das minhas escritoras favoritas e que é uma inspiração yaoistica pra mim! Continue escrevendo, espero por Relatos da Queda e o TRilo do Diabo! Não precisa se apressar (não muito rs), pois sei que quando eu ler, estarão magnificos!
    ESPERO ANSIOSAMENTE PELA PARTE II E MAIS UM MONTE DE GENTE TBM MAS SEM PRESSÃO FLW rs
    SAMILA EU TE ADORO VC TA NO MEU CORAÇÃO CREMOSA <33

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  7. @Thiago Tenório Ow amor, obrigada! que bom que deu para ler esmo não gostando de lemon XD
    e como eu disse para vc ontem, eu joguei a pokebola neles XD
    ps: eu não eusqueço, eu só... @_@

    @Sue Schiffer SEME-SAMA *-* Nhai, que feliz que você gostou, linda! E sim, Nezumi não pode fazer isso! ç_ç HAuahau, pobre galinha, cozinhou tanto que quase se desfez com a demora. E néee... Shion, eu acho que você tem que ficar aí e esperar o nezumi enquanto lava e engoma as roupas dele!
    Beijinhos Seme!

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  8. MELDELS, MEUPAI, QUE FIC É ESSA?
    Confesso que também escrevo fics de No.6 mas, de verdade, o sentimento, mesmo cruel mesclado ao amor dos dois me chocou. Vou procurar continuações no blog, caso haja, parabéns o_o

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  9. @Jack-chan Ain meu bem! Fico tão feliz que você tenha gostado desse presentinho! Eu que sou feliz de ter te conhecido! E saber que consegui te emocionar é um baita boost de motivação para escrever a continuação!
    Deve sair em breve!


    @Ju *0* Oi linda! Eu fico tão feliz de saber que você shorou! –qqq Pera, não nesse sentido XD Fico feliz de saber que consegui te emocionar *-*
    Nhaii... fiquei muito feliz com seu comentário... e bem, vamos ver se sai alguma coisa dia 22, hum?? ;D
    E eu sou cremosa!! *-* Yummyyyy!

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  10. @Bruna Olá! Bem vinda! Mais uma escritora do fandon?? Quero ler suas fics! Com faço?? *-*
    E nhai, como eu gosto de drama, tenho o costume de maltradar o casal fofo XD
    A continuação eu estou escrevendo ainda, deve sair em breve ^ ^
    beijos!

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  11. HAHA tadaima! Escritora e leitora fanática, adoro suas histórias! E você já lê elas HSUAHSUA' é que estou com nick de Gokkun no Nyah *-*

    Aguardando próximo capítulo *__*

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  12. @Bruna AHuhaa, sim, é a yaoinet que conecta as fujoshis dos fandoms de maneira misteriosa. o.o'
    HAuahaa, Estou ADORANDO Estações! MUITO obrigada por escrever aquela fanfic tão maravilhosa! *-*
    E obrigada por vir aqui também *-*

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  13. Nicholas - Kii-Chan21 de agosto de 2011 11:52

    Eu fico cada dia mais impressionado com você samila. Serio,já foi a lenda de fausto que eu li mais de 5 vezes e vaaarias fics e você continua a me surpreender muito!
    Espero que continue assim e ando apostando em um livro novo! (que tal sobre o No.6? hehehehe)
    Bjs
    De um dos seus milhares de fãs!

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  14. só tenho uma coisa a dizer:
    EU PRECISO DA SEGUNDA PARTE, OU VOU MORRER SUFOCADA EM TANTA ANSIEDADE! OMG, tá linda demais essa fic! ;_; tu escreves bem demais, virei tua fã. e isso é sério <3
    Bjs!

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  15. @Nicholas *-* Obrigada *-*
    Fico muito feliz que tenhas gostado de A Lenda de Fausto, e dos meus demais textos também *-*
    HAUhaa, e livro novo é um sonho que vem caminhando, vou lutar. Com relação a No.6, estou cheia de ideias na mente, mas pouco temppo para colocar em prática @_@
    Beijinhos!


    @yamimi Oi linda! E nhaiii... EU PRECISO ESCREVER A SEGUNDA PARTE! Ela tá na minha cabeça há tempos, mas eu n~~ao tenho conseguido tempo para escrever ç_ç
    Mas que bom que você gostou, linda... asim que sair mais eu te aviso pelo twitter =*

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  16. Oi, Samila =D
    Não faz muito tempo desde que comecei a acompanhar o seu blog (o encontrei enquanto procurava por algo para ler no ONE) e já me sinto cativada pela forma como escreve. Eu, mesmo sem dispor de tanto tempo, sempre encontro uma forma de passar por aqui e ler algo, assim pode me considerar uma fã sua =D
    Nunca comentei seus contos e fanfics antes, mas essa me fascinou tanto, emocionou tanto, que resolvi comentar pela primeira vez. Samila, você escreve maravilhosamente bem! parabéns! estou morrendo para ler a continuação!(e para conhecer o anime também)
    Beijos de sua nova fã o/

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  17. Nhai Linda! Que bom que está gostando *-*
    Olha eu realmente recomendo No.6, foi o anime que mais me emocionou e cativou até hoje! É bem dinâmico, mas doce ao mesmo tempo, e você realmente se apaixona pelos protagonistas *-*
    Ah, eu estou prestes a terminar a parte II! E terá uma parte III =D

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  18. pelo amor de deus que fic linda!chorei lendo-a,principalmente na parte da carta de nezumi no final...
    espero que continue logo ^^
    kissu
    arigato e ja nee =^.^=

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  19. ahhh e dava pra me avisar? quando saisse a parte dois?
    se quiser,aki ta meu msn:carolinafernandeseloi@hotmail.com
    ^^

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  20. @Karol-san Oi baby, desculpa a demora para atualizar essa fanfic, mas pode deixar que eu vou avisar sim *-*
    Que bom que você gostou, adorooo quando dizem que choraram lendo algo meu XD
    beijinhos

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